quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O porquê

Poderia começar com o cliché “o cinema é a minha vida”, mas de facto seria mais criteriosa se afirmasse que a minha vida é cinema. Eis a diferença: a vida imita o cinema que imita a vida. A minha, pois claro. Dramatismos e citações perseguem os meus dias. Tudo, mas tudo, o que me surge, me acontece, ou que escolho ignorar liga-me a histórias contadas (e filmadas) por outras. Paixão doentia, revejo até à exaustão os preferidos, com a certeza de que por momentos o real é só o ecrã, e a realidade acaba por ser caricatura. Ali, sou a mente desenraizada, pronta a criar-se.
Vivo de paixões, cada vez mais das que consigo concretizar. Aqui vai o primeiro passo de um sonho, que começou pequenino, mas que me dominou sem me dar outra alternativa que não a acção.
O meu cinema, como nunca o escrevi, começa agora a gatinhar.   

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